domingo, 12 de janeiro de 2014

24. Novo Homem 6 - NÃO TEMA NADA.

Domingo, 12 de Janeiro de 2014
19:56’ horário de verão.

1. No terceiro dia já não acordamos vendo às coisas com tanta simplicidade.

2. Digamos que os fatores práticos implicados em minha “escolha de profissão” desceram com força total, e eu me vi tremendamente aflito.
Além disso, percebi que devo estar vivendo um profundo processo de depressão, que vem sendo literalmente driblado com Kaya e Rivotril, além de cigarros e outras manias.

3. E também percebo que não sou mesmo do tipo que vive para meditar, necessito produzir algo, daí essa necessidade em associar trabalho com meditação.

4. De fato, sou um trabalhador compulsivo, não consigo ficar parado. 

5. Talvez isto se deva ao fato de não termos conseguido, até hoje, fora curtos vôos, ganhar dinheiro neste mundo - o que provoca um terrível sentimento de culpa, entre outros “bichos”.

Realmente as coisas começaram bem mais complicadas no terceiro dia!

6. De modo que CORRI para as anotações, inclusive as constantes neste blog, que imprimi, em busca de “luz”. Foi de alguma ajuda.

7.Digamos que tentei meditar antes de sair da cama, um processo difuso, sem ásana (posição de yoga) nem nada; fiquei apenas ali na cama, mesmo, ouvindo a música, com uma figa numa mão e a outra em meu chacra frontal (acho que é outra mania) até que ouvi, claramente:

- Não tema nada.

8. A partir deste momento, surpreendentemente, perdi todo o temor.

(esse tipo de evento é comum, embora nele haja mais do que "pensamento": quando nosso "Core" (Coração) ou o Anjo, como chamo, nos envia um torpedo assim, este vem acompanhado de uma força - que nos parece ser "externa" - que, ao menos para o "eu", vale como confirmação. O leitor, é claro, ao apenas ler isto não perderá seus temores, mas penso que isto vale para todos. Ver Livro da Lei, Parte III)

E o dia evoluiu.

9. Agora sei que minha primeira atividade escolhida é a pintura.


10.Imediatamente nasce desta decisão um “músico amador” – como se fôssemos ajustados à Regra Universal a ponto de ter um “hobby”, que seria a música. 

Mas JAMAIS chamaremos à música de “hobby”. De “amor”, ou algo que fazemos porque amamos, sim.

11 . E no terceiro dia nos dedicamos à pintura, agora indiscutivelmente a atividade mais feliz do mundo. Ao menos entre as que conhecemos.

Estamos, quase vinte anos depois, investindo num conselho dado por Aleister Crowley no já citado  Liber CL (CL = 150 em algarismos romanos). 

Está logo na parte 1, Liberdade, em que ele fala para a gente escolher apenas uma atividade e investir nela com toda a força de nossa Vontade.

Eu escolho a pintura - na verdade, as artes plásticas - com tranquilidade e decisão ao mesmo tempo e os amigos devem saber que realmente não deixo de achar isto bastante surpreendente.

Contudo, não perdi, não totalmente, os passos até aqui deste nascimento: eu realmente pintarei quadros, cada vez maiores e mais besuntados de tinta, cada vez mais felizes, realizando um sonho de uma amiga antiga, chamada, por coincidência "CL". 

O que sou, na verdade, é um místico desvairado. 

Foi com esta alcunha que me senti - e me sinto - confortável para fazer minha arte.

Portanto, eu continuei hoje nosso
 "Auto-retrato como um Místico Desvairado"

Primeiro: tirei aquela figura de perfil, meio estrangulada pelas forças. Cumpri meu plano de deixar a tela toda vermelha.


Mas novamente o acaso interferiu. Enquanto eu tentava imaginar como entraria a figura neste Mar Vermelho eu vi, meio de lado, um Olho.


O leitor verá onde está o Olho na imagem seguinte, pois ele foi pintado de amarelo, pinceladas bem grossas como se fosse uma construção arquitetônica ou natural.


Depois - ligeiramente em apuros - peguei o bastão de carvão.




Isto me parece mais adequado para um Auto-Retrato como um Místico Desvairado.

Curiosamente, quem está na imagem é uma mulher. Seu nome: C.L.

Continua, Amigos,

Amantis, Amantis de Z.

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