domingo, 16 de novembro de 2014

A 14 - DINHEIRO - UMA INTRODUÇÃO

DINHEIRO, UMA INTRODUÇÃO.



Por Alpha.Z. (Paulo Medina)

1. Não é que eu não goste dele,
 E não é que eu não queira muito
 o tal do
DINHEIRO.

2. Apenas sei
que não é essa
A QUESTÃO.

3. O que nós verdadeiramente precisamos é de
RECURSOS.

4.  Recursos, meios (para fazer o que queremos e ter o que precisamos, ou mesmo, gostamos).

5. Isto é, Matéria Prima, sem a qual nada pode ser feito (de concreto) aqui na Terra.
 6. Tenho um feliz exemplo do que falo, e aqui do Brasil mesmo: os primeiros nativos deste país: os Índios (originais).

Sergio Macedo - capa de seu mais recente livro POVOS INDÍGENAS EM QUADRINHOS

Confira nesta bela imagem do artista brasileiro Sérgio Macedo. Para estar perfeitamente adaptado a seu meio este índio não precisou de um tostão. Tudo o que obteve para vestir-se e caçar veio de RECURSOS NATURAIS que ele, com ciência e arte obteve diretamente da Mãe Natureza.

Nota: este livro pode ser adquirido no seguinte link:
 http://zarabatana.com.br/loja/product_info.php?products_id=102
7. Aqui devo acrescentar: aos que pensam que um índio não trabalha, pois “a Natureza lhes dá tudo” convido-os a tentar fazer um simples arco (e um bom número de flechas). Não são dias, mas meses de trabalho para que tais artefatos cheguem ao grau de Perfeição e Beleza (Ciência e Arte) necessários para estarem prontos para uso. E são precisos também certos complementos, que nós, bobos das cidades consideramos, em nossa ignorância, meros ornamentos. Apresento-lhes uma análise superficial.
8. Notem que há uma linha negra em torno de seus olhos, que, num cruzamento (um símbolo de União) chega até sua orelha, onde (ao menos do ângulo de que vemos) há uma pena incrustada. Em seu braço esquerdo está amarrada uma enorme pena vermelha, a cor da Força. As linhas em torno dos olhos são para que ele veja melhor. A pena próxima à sua orelha pode funcionar como uma pequena caixa acústica, para que ele ouça melhor. E a pena vermelha é para que ele trabalhe melhor com a Força que ela traz. Em nós – bobos das cidades – tais recursos talvez não funcionassem.

 9. Mas Ciência e Arte realmente se fundem no modo de viver dos índios e tais aparatos (aparentemente disparatados) têm um nome, inclusive por aqui, na Civilização Ocidental, e o nome é “Magia Simpática”(quem nunca ouviu falar das famosas “simpatias”? Mas é preciso acreditar). Isto é, por meio de um símbolo conectamos consciente e inconsciente que, neste caso se entrecruzam. Como está provado, a dita “Magia Simpática” realmente funciona. Sem falar na Beleza resultante – essencial para eles, que vivem (ou – atualmente – procuram e lutam por viver) em harmonia com a Mãe Natureza.

10. Na luta dos índios pela vida – que vai muito além do mero sustento material – TUDO FAZ SENTIDO. De tal harmonia entre Ciência e Arte (resultando em Magia) eles têm o que nós não temos: um permanente SENTIDO, uma razão de ser imbuída em cada ato.

11. A nós das cidades só nos resta trabalhar - alguns dizem, com muita propriedade “ralar”-  em atividades na maioria das vezes sem sentido algum para nós a fim de obter estes pedaços de papel impresso que nos proverão de teto, água, luz,comida e objetos necessários  a uma vida minimamente aceitável.

12. Sim, companheiro, estamos mal, muito mal. Continuemos assim! Continuemos acreditando que sem dinheiro não se faz nada, que o dinheiro é a coisa mais importante, pois sem ele não se consegue nada.

13. Mas isto só é verdade porque perdemos O SENTIDO.
A Imperatriz, Arcano III, na versão de Aleister Crowley e Lady Frieda Harris 

14. A carta relacionada a esta postagem é o Décimo Quarto caminho da Árvore da Vida, também o Arcano III do Tarot: A Imperatriz, regida por Vênus, que nada mais é, ou representa A MÃE NATUREZA. Ainda há tempo: ELA pode nos ensinar. 

Como trilha sonora, Mamãe Natureza, da Eterna RITA LEE.

Assina: A.Z (Paulo Medina) especial para Eugênio Malta.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A 13 - A MORTE NÃO É O FIM

Por Alpha.Z
(Paulo D Medina)
11 de Novembro de 2001 - O DIA DO CRIADOR
 Nanquim sobre papel, de Paulo Medina para Walter Franco (e Lúcio Castro Corrêa)
. . . . . . . . . . .

A CHAVE ESTÁ NO NÚMERO

...e este é 13, isto é, 
A SACERDOTISA;
o Décimo Terceiro Caminho 
da Árvore da Vida.

Mas poderíamos também ir direto pelo Tarot, e a Décima Terceira carta nenhuma outra é senão A MORTE.
O Astro, Elemento ou Signo (conforme o caso) relacionado a esta carta é Escorpião. Como estamos em Escorpião peço a você, amigo leitor que considere com a ênfase devida esta segunda atribuição.

E que considere também como é entendida esta carta pelo prisma Espiritual: A Morte não é o FIM, mas apenas uma passagem, tal como um portal para um novo ciclo, este que começa agora.

O oposto - ou contraparte - da Morte NÃO É A VIDA, mas o Nascimento: não existe "morte", assim como não existe FIM (definitivo). Tudo são ciclos entrelaçados que formam, juntos, uma Grande Espiral. Esta é facilmente deduzida no traçado da carta acima.

Chegando a meio século de vida neste Planeta quis o Universo que eu morresse e nascesse novamente.

O Novo Amantis - se podemos dizer assim - não usa mais drogas, a não ser as receitadas pelo seu médico.

As razões são muitas e eu não saberia numerá-las - não hoje.

Mas como as drogas, lícitas ou ilícitas constituem um de meus temas, não posso deixar de mencionar esta Transformação - isto é, esta pequena "morte" - este pequeno Renascimento.

Sabe, amigo, AINDA ESTOU PASSANDO por este Portal, ainda SOU - ou estou sendo - uma destas almas ou espíritos que se revolvem dentro desta grande espiral, tal como está na carta.

De momento, você pode chamar-me de Alpha Z.

A.Z