quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A10 - UMA HISTÓRIA: O CABO NO DIVÃ DO FUTURO

NOVO HOMEM - POSTAGEM Nº 20

FICÇÃO: O CABO NO DIVÃ DO FUTURO

começa em:

20 de Fevereiro de 2014, quarta-feira, 02:30’ am


1. Falando Amantis de Zenith a todos os amigos que estão acompanhando, com olhar complacente ou não, esta aventura.

2. Eu imagino o “Céu” como Paz de Espírito.

3. Talvez por ser o que busco.

4. Mas sei que o “Céu” é muito mais do que isto.

5. E é para lá que estou indo: para muito mais do que isto.

6. Sou como Phelix – ou o homem em geral - diante do Espelho, feito uma Alice, querendo saber do outro lado (pois sei que preciso dele).

Amantis - 2014 - Felix no Espelho - díptico - tinta acrílica sobre tela.
obra em progresso.
7. E o outro lado responde, mas como uma mulher.
Amantis, 1 Beijo - desenho - 12 de Fevereiro de 2014

     P: É quando um místico ou poeta,
     Oculto no rolar dos dias
     Entra em chamas na tarde de Hathor,
     Mais forte que a vida a Musa dá sinais,
     E Aquele Pensante se dá por vencido:
     Mesmo ele quer mais, muito mais.
     - O Espelho Dela é o Portal.
  
8. Este é o Romance de Mercúrio
       Se encontrando

      Com a Mulher Imortal.

9. ZENITH NEWS APRESENTA PARA TODA A GALÁXIA:

EXCLUSIVO! 


UMA CONSULTA ABERTA NO CONSULTÓRIO DA DOUTORA DOROTHY!


No Divã de Casal da Doutora Dorothy:


O Cabo, à Esquerda.

Dorothy, à Direita.
(podendo mudar de posição)

Quem é o Cabo: um sujeito evasivo, mais que misterioso.

Quem é Dorothy: Dorothy do Furacão é a Repórter mais Tenaz da Galáxia. É também famosa por seu programa de TV “O Sofá Amarelo” onde faz algumas entrevistas e workshops ao vivo. 

Contudo, é conhecida é alguns lugares da Galáxia como Doutora Delírio, uma psicóloga da linha “psicodélica” que consegue extraordinários resultados. Aqui um exemplo de seus métodos excêntricos, proibidos em alguns planetas mais atrasados.

A cena abre com uma deslumbrante vista do consultório, cheio de plantas, fontes calmantes e obras de arte.

Veronica Bromová - Série Hathor - Gifts of the Nun 
 foto trabalhada digitalmente.

Em algum lugar daquele grande aposento está uma cama das Arábias: é o que ela chama de Divã de Casal.

E lá estão eles, nosso alvo neste programa: Dorothy e o Cabo, muito à vontade.

O Cabo: - Você é mesmo espantosa, Dorothy: cá estamos nós, de novo! AMO seu consultório. Parece uma galeria de Arte. Olha só, tem até instalação.

E você está sempre renovando.

Dorothy: - Sou uma colecionadora compulsiva.
Quando não posso comprar o original, compro a reprodução. Este Picasso, por exemplo, é apenas um cartão.

- Ah, sim, estou vendo. Bem, Dorothy, Não se pode querer tudo. Importa pra mim e seus clientes é ter o que ver enquanto conversamos com você.

 Vamos pôr no ar as obras do seu consultório enquanto conversamos?

- Você manda, meu Cabo, a consulta é sua.

- Delícia! Não há doutora como você.

- Não há mesmo.
 Aqui eu sou Aquilo que te Ama.

As psicólogas da Terra ainda estão muito, muito longe disto.

E estou a seu inteiro dispor, meu Cabo & Poeta, que chegou a mim como um réu confesso e agora se espraia em meu divã, bebendo do Homem e da Mulher, como um Projeto do Futuro (Pepe Valente), como um Homem de Amanhã. Diga sem medo o que te trouxe aqui.

- Um evento estranho. Aliás, muito estranho. Mas que tem de ser contado, eu creio.

- Conte para nós. Eventos estranhos é minha especialidade.

- Que bom saber disso. Então, prepare-se.

Eu estava hoje trabalhando num quadro chamado “Phelix entre Dois Espelhos”.



- Um daqueles em que o Masculino vê o Feminino?

- Exatamente. Mas, a essa altura da história não sabemos mais quem é quem, pois ambos se equivalem nas pinturas que estou fazendo. E começam a se multiplicar, como você pode ver.

- Hmm. Sim, Cabo! Muitos Phelixes nesta pintura feliz.

- Sim, e eu estava feliz trabalhando na obra, enquanto tocava a música The Friends of Mr. Cairo, de Jon Anderson e Vangelis, de 1981, que é enorme e tem duas partes bem diferentes.

- Uma masculina e outra feminina?

- Nunca tinha pensado nisso! Mas, sim, eu diria que sim, doutora. A primeira parte é mais forte, tem tiros e explosões e a segunda, tipo balada, muito melódica e suave. Foi na segunda parte que o evento aconteceu.

- Que interessante.

- Você sabe. Estivemos muito envolvidos com esta música em 2012 quando fazíamos a história-reportagem Onda do Tempo Zero.

- Ah, sim. “Lunika”. Muito divertido!

- Lunika é Celline. É claro que você sabe disso, não?

- A esta altura, quem não sabe?

- Muito bem. Na segunda parte da música tem um momento em que ele, Jon Anderson, canta as atrizes de cinema, todas as deusas - ou musas – de sua adolescência.  Aqui está.

I've seen love on the screen
I've seen a screen goddesss and me-oh
How often this, how often, this the power of you
And so, I must confess
Whatever I see
I'm meant to be there with you
With you with you

Silent golden movies, talkies, technicolour, long ago
My younger ways stand clearer, clearer than my footprints


Dorothy. – Ai, o Jon. Escreve bem. É um poeta, mesmo. Veja só isso, gente:
“Eu vi o amor na tela do cinema,
Eu vi a estrela das telas comigo – oh,
Quantas vezes, quantas vezes...
Este poder que você tem.
E eu confesso, o que quer que eu visse,
 para mim era como se eu estivesse lá
com você, com você.”

- Que bela confissão a do Jon, Cabo. E você, também era assim?

- Oh, muitos meninos são assim, românticos, sonhadores, Amantes da Deusa sem o saber. Na verdade, creio que sou até hoje um menino adorador da Deusa Ilimitada.
Destes que até na pornografia vêem algo sublime.

É uma chama que não morre o ardor pela Deusa, vem de tempos remotos, está no fundo da gente, como se no centro da Terra.

E no Coração, Meu Amor, no Coração o Único Amor.

- Bom ouvir isto, Cabo; porque aqui, você sabe, Eu sou uma destas mulheres que sabe ser a Deusa. Como nos tempos antigos. Mas retomado, sob outro ponto de vista. 
Afinal, a mulher de hoje pode saber mais, pode ser mais, alcançar MAIS. E o homem, também. Até mesmo pela razão podemos entrar no assunto do transcendente - as vias parecem infinitas.


- Felizmente, Doutora, o Amor continua completamente irracional.

- Verdade, meu encantador mancebo. Oh, como anseio por tua Lira... Mas posso esperar. Quero que nos conte enfim o EvenTo EsTranho.

- Sim, minha musa. Deixe-me por aqui a música do Jon e do Vangelis: The Friends of Mr. Cairo. Sabe, eu estou pensando em pôr este disco em minha Cápsula do Tempo.

- Você TEM uma "Cápsula do Tempo"?

- Hmm. Estou fazendo uma, sabe. Do meu jeito.

- Sei.

(A música começa a tocar)

Quando chega a parte II, mais feminina, o Cabo fala a Dorothy.

- Você pode continuar na tradução que estava fazendo, Doutora. Até o final, agora. 

“Eu vi o amor na tela do cinema,
Eu vi a estrela das telas comigo – oh,
Quantas vezes, quantas vezes...
Este poder que você tem.
E eu confesso, o que quer que eu visse,
 para mim era como se eu estivesse lá
com você, com você.

"O Dourado Cinema Mudo, as primeira Falas,
Tecnicolour, há muito tempo,
meus caminhos de juventude permanecem claros
mais claros que minhas pegadas."

Oh, devo dizer de novo. Que bonito, gente. O Jon é fantástico.

O Cabo:

- Foi nesse momento, Dorothy, eu estava pintando o quadro,


viajando no seu jogo de reflexos & trocas enquanto ouvia a música. Por alguma razão eu peguei de ouvido esta parte da letra, e quando imaginei as pegadas de nosso pequeno Jon na areia - você sabe, ele é bem baixinho - então, quando imaginei as pequenas pegadas do Jon na areia... como vou dizer? ...Celline entrou em êxtase dentro de mim. Foi assim, simplesmente assim, doutora.

 E agora que contei esta história, posso descansar.

O Cabo olha então para o lado, para sua médica, sua real salvação, e vê que ela havia entrado em transe.

- Dorothy?

Ela responde apenas "Al Binah", e o Cabo, sentindo a energia crescer exponencialmente, resolve ilustrar aquele estranhíssimo e extraterrestre momento.



E lá está ela, longe em suas alturas, trazendo mensagens do Céu.

De um Céu Interior.

Ele sabe do que ela está falando. "Al Binah" é o nome real daquela que é na Terra conhecida como "A Raposa Idiota".

Na verdade, NINGÚEM sabe disso. A História de Al Binah é completamente desconhecida do Mundo, fechada que está em cadernos empoeirados esquecidos em estantes que lembram palheiros.

O Cabo sente um real constrangimento por não ter aquele momento publicado A História de Al Binah, a Raposa Idiota, pois ela foi escrita por ele.

Ele se promete então fazer um Blog para A Raposa Idiota, pois o Mundo amará, ele o sentiu quando Ela (agora como Deusa) o disse. 

- Al Binah - ele diz - sua história será contada. Será minha Tarefa Sagrada deste Carnaval.

Assim ele o disse, percebendo que, daqui por diante, todo Carnaval teria uma "Tarefa Sagrada".

(que Bacana! - Dorothy diz, lá de dentro Dela)

Feliz por ter feito mais uma invenção, ele, tal como Adão, se recosta num pedaço do Paraíso, e acha a Vida maravilhosa.

Ainda mais maravilhosa do que ele já achava.

Eles, que o vêem e o sabem como uma espécie de multi-prisioneiro, não entendem.

Em suas roupas está escrito "fracasso".

A sorte é que O Louco não liga. São apenas roupas, disso ele sabe muito bem.

"É preciso chegar ao Nada para se ter plenamente a Tudo", ele divaga enquando a Doutora permanece em seu transe, que é sagrado, então ele permanece calado.

- Obrigada, Cabo  (ela finalmente diz, ainda de olhos fechados), as pegadas do Jon são o que há de mais encantador em todo o Universo. Ai... E eu nem sei porquê. Cabo, Cabo, eu me enterneço, eu transbordo como um vulcão, ou uma cachoeira, um sol em explosão... só de imaginar as pegadas do Jon.


     Assim Ela se foi, em êxtase,
    e neste êxtase, eu Fui um
    com Ela.

    Amantis ( H.S.U. )







quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A9 - NA TAREFA DA ESPERA

Em 3 de Fevereiro de 2014

Amantis, "A História de HSU, Livre em seu Iglu" obra em andamento.

18 dias depois...

Juiz de Fora, 20 de fevereiro de 2014, quinta-feira, dia de Júpiter, o Pai, o Azul da Paz de Espírito.

1:06’ da madrugada,

Falando Amantis (em HSU),

1. E nós estamos inspirados.

(Palavra completamente fora de uso, uma vez que não combina bem com o modo de “pensar” atual.)

2. A História de HSU, que é também a história da “Espera”, passou sem demora para as telas e painéis que tenho pintado desde então.

3. É a História de um Nascimento.

Em 3 de Fevereiro de 2014

Amantis, A HISTÓRIA DE HSU Nº 2; DIA DE NASCIMENTO.

60 X 80 cm, Acrílica sobre tela - obra em andamento.



4. Ela veio a se fundir com a História de Phelix (ou Felix), nome que dou a uma forma que lembra uma cabeça (e pescoço) de perfil, e que simboliza todo e qualquer homem, assim como O Homem em si – digamos, um Homem Universal.


5. Aspectos de “HSU” (aquele que espera e se nutre e, não esqueçamos, o Homem Sincrético Universal) foram anotados na própria obra; depois, por razões estéticas, apagados.

6. Trabalhar de maneira sistemática tem sido novo para mim, e, devido à simplicidade a que me ative: a forma de “Phelix”, profícuo.

7. Toda a dificuldade está na parte da “meditação”, nosso fracasso não foi completo, mas o progresso muito pequeno a nosso ver, dadas todas as facilidades que estamos tendo.

8. Contudo, podemos dizer que encontramos uma atividade adequada à meditação em trabalho, pois, em momentos – aqui e ali, durante o dia – o conseguimos.

9. Quanto mais o conseguimos, mais cresce esta estranha “inspiração”.

10. Certamente a História de HSU se confunde com a História de Phelix, mas nós as separamos, como se corressem paralelas e correspondentes, às vezes se fundindo literal e abertamente, como no hexagrama aparecido no Improviso para Felix:

11. Aqui temos ao lado o Verde e o Vermelho, o Verde é ao mesmo tempo cor e símbolo: é Vênus, o feminino, e também, no Oriente, o Yin.
O Vermelho é Marte, o masculino, e também o Yang.
Um Hexagrama é formado por dois tipos de linha: a quebrada ( __  __ ) e a contínua ( _____ ), sendo a quebrada (que tem uma abertura), o feminino, o Yin e a contínua (tal como um falo) é o masculino, o Yang.
“HSU”, como todo mundo, é uma combinação sempre mutante destas duas forças básicas, uma masculina e outra feminina.

12. Assim, na Tarefa da Espera, um período de formação e descoberta, e também de preparação, nós nos vemos indo bem na atividade escolhida (pintura e artes), mas não muito bem na parte da meditação. Que deveria ser o primordial.

13. Contudo, na Espera, não se deve ter ânsia de resultado, e sim trabalhar laboriosamente, o mais que se possa. Trabalhar na Grande Obra, mesmo que como um Pedreiro Aprendiz.

14. Oh, a Grande Obra basta. Sei disso, porque uma época, simplesmente pensar na Grande Obra nos bastava. Era o mesmo que pensar no Anjo, em Nuit ou em Deus.
A mesma coisa.

15. Boas notícias Ela vem trazer, a inspiração certamente vem dos Céus ocultos no interior do homem. Para o eu, é como se viesse das Estrelas.

16. Aqui partimos para uma nova postagem.
      Aqui entramos num certo Portal: o de um Céu imaginário que por vias da Arte reflete um Oculto Céu Real.

()
(7)

sábado, 1 de fevereiro de 2014

A 8 - NOVO HOMEM 18 - UM EXEMPLO DE SINCRONICIDADE

VG.

1º de Fevereiro de 2014, Sábado, noite, 
20:46, horário de verão.

000.
“Eu tenho meus meios,
mas VC
faz ser tudo isso mais.”

foi o que CANTEI, subindo a escadaria no escuro, com a métrica de “I Wanna go to the Beach” de Iggy Pop.

00.
confesso que foi um meio de pedir ajuda a meu Anjo para que eu não errasse os degraus na escada de cimento (com uma garrafa de água numa mão e um copo de café com leite na outra).

0.
loucura ou não, funcionou.

E cá estamos no escritório para continuar com nossa demonstração, apresentando agora, digamos, mais oficialmente:

UM EXEMPLO DE SINCRONICIDADE.


[para saber o que é “sincronicidade” ler postagem anterior:
]

Esta “coincidência significativa” ocorreu neste intervalo, entre a última postagem, que foi feita à tarde, e esta, que está sendo feita à Noite.

HISTÓRICO:

Eu estava fotografando minhas obras em andamento. 

Ao final desta sequência de fotos encontrei um papelão onde há escritos importantíssimos, inclusive com uma ilustração, um dos ápices da Festa do Universo de 2012, e que constitui uma obra de arte poética, ou metafísica emoldurável na forma de uma obra de arte contemporânea cometida por um artista que se autodenomina como um “místico desvairado”.

(E ele não está brincando!)

Vamos então às três fotos anteriores ao momento sincrônico.



         1. Uma obra em progresso, pintada por cima de uma pintura de 2012. Tudo o que sobrou da obra anterior foi aquela cabeça verde, que parece possuir uma casa – ou templo – verde, dentro de si.
   Lembra um “Felix”, figura da próxima imagem, que é mais simples, não tem uma cabeça pontuda.
Tudo aqui diz respeito ao elemento Terra, que é verde. A cor terra do fundo também remete ao mesmo.


2. Aqui temos uma imagem de Felix, uma cabeça estilizada ao máximo, vista de perfil (está em violeta).
Está sendo pintada sobre uma peça artesanal de couro, já pronta para dependurar. Fala sobre o que é “ser mineiro”. Felizmente consegui encobrir o texto, que é e amargar, mas acabei por deixar só uma palavra.


3. Difícil de ler na foto, mas a palavra é “bravura” (ou “coragem”, ou “OZ”, em hebraico, uma das línguas a que os místicos ocidentais, desvairados ou não mais recorrem, juntamente ao latim e ao grego).

Portanto, apesar da Espera a ele sugerida, HSU se identificou como sendo “um bravo”, isto é, com o elemento fogo (temperamento “colérico”). Isto está de acordo com seu mapa astral, uma vez que é de Leão.


4. Temos aqui um detalhe desta obra, ainda sem título.

A pirogravura sobre o couro que veio na peça foi recoberta de vermelho, com algum relevos de tinta para acentuar a paisagem.

Trata-se de uma representação da Pampulha, projeto de Oscar Niemeyer e um dos símbolos maiores de Belo Horizonte, onde a peça foi comprada.  
Nós  cobrimos a gravura de vermelho sem no entanto encobrir o baixo-relevo da pirogravura.
Niemeyer foi certamente um bravo.
O vermelho é a cor dos guerreiros.

E também a cor de Minas Gerais, não nos esqueçamos.
Na verdade uma representação explícita do elemento fogo: um triângulo vermelho (que lembra uma chama – tal como uma pirâmide – a palavra pirâmide vem mesmo de piros, fogo em latim – se me lembro bem).

Uma pirâmide é uma construção arquitetônica que alude ao elemento fogo.

Ou, sob certo ponto de vista, ao falo.

Um obelisco é  – perdão – uma extensão deste ponto de vista.

Piros (fogo em latim) é o elemento primordial masculino.

Mas existe um elemento primordial feminino, que seria a água, um triângulo azul apontado para baixo.

Não sei como é “água” em latim, mas a fusão de ambos os triângulos daria origem ao Universo, no centro de ambos, uma figura de seis lados que simbolizaria seu filho, ou o Sol, ou o Sagrado Anjo Guardião, ou Horus, ou Apolo, ou Cristo.

E enfim estes dois, o masculino em nós e o feminino em nós se encontram (em nosso interior).

O que acontece?

Uma Grande Explosão (de Amor – ou de União – ou de Yoga, que quer dizer “união”), a que alguns chamariam, não sem erro, de “êxtase”.

 Continuando nosso Histórico: após tirar estas fotos eu achei o papelão no atelier (que estava arrumando) e falei:- é agora que te fotografo você direito.

E esta é a foto:



6. Realmente aqui está uma das coisas mais CLARAS que já escrevi sobre um evento ocorrido no ano 2000 e que deu origem ao “primeiro novo homem”. Este foi o mais chocante de todos os nascimentos porque passei de lá pra cá, disparado.

Minha vida antes de 31 de Agosto de 2000 não interessa muito.

Mas foram muitos anos para dar alguma “forma” – isto é, por em palavras – o “evento” de 2000.

Aqui eu consegui remontar o começo do Evento.

E sinto-me no dever de digitar o que foi escrito neste pedaço de papelão.

E porquê?

Porque, logo após tirada a foto fomos ver a data em que o texto fora escrito: em primeiro de fevereiro de 2013, há EXATAMENTE um ano.

Isto é o que poderíamos chamar de uma sincronicidade. 

Um autor que apreciamos, Terence McKenna as chama de “ressonâncias”, isto é, 2013 “ressonou” (repetiu seu “som”) em 2014.

Ele não estranhava, de maneira alguma, que o Futuro também se refletisse, ou rebatesse, ou “ressonasse” de algum modo sobre o passado. Tais eventos seriam obra de algo que ele chamava de DESÍGNIO TRANSCENDENTE.

(os interessados na riqueza de termos existentes para definir “Deus” anotem mais essa. é das boas)

De qualquer forma o que temos aqui é uma nova coincidência significativa e devemos dar atenção a ela, o que faremos digitando o texto da Obra.

As palavras parecem escritas no céu.

O que temos no mar abaixo é uma explosão atômica.

O texto descreve o momento em que o masculino e o feminino (não um homem e uma mulher) dão um beijo - ou se encontram - no Coração do Ser – ou, por um ponto de vista mais prático, o começo de uma sequência de êxtases.

“1. O UNIVERSO EXPLODIU.
     
      ÊXTASE.

2. E O UNIVERSO EXPLODIU NOVAMENTE.

3. O UNIVERSO DESCOBRIU QUE NÃO MORRERIA                 SE  EXPLODISSE.
    
E O UNIVERSO EXPLODIU NOVAMENTE.

Amantis, 1º de Fevereiro de 2013, Sexta-feira.”

Pronto, digitados os escritos, já me sinto menos em débito com este homem de 2013.

Estas sentenças poderiam ser renumeradas, mas registramos, a princípio, a numeração com que vieram.

Enfim, devo confessar. O que acontece num “êxtase”? Está nos clássicos de Yoga: um encontro entre duas “metades”, uma que medita e outra a respeito da qual a primeira parte medita.

Em linguagem corrente, existe o sujeito que medita e existe o objeto de sua meditação.

O êxtase é alcançado quando sujeito e objeto tornam-se um só; isto é, quando ocorre o Yoga, a União.

Esta União, frequentemente, é com “Deus”, pois “Deus” é o objeto de quase toda meditação – embora isto não seja necessário.

Importa o êxtase, pessoal, vivido por VC.

Por VoCê, não por mim, nem por ninguém.

Com isto em mente, amigo leitor, nós continuaremos nossa conversa.

Amantis.



A7 - NOVO HOMEM 17 - NUTRIÇÃO PARA HSU

Novo Homem 17

NUTRIÇÃO PARA HSU.


sábado, 1º de fevereiro de 2014.
01:41 pm – horário de verão.

Falando Amantis (HSU)

1. Sim, realmente já podemos dizer que chegamos a alguma coisa NOVA neste empreendimento. Uma que transcende a história e preocupações do autor e que poderá, quem sabe, ser útil ao Mundo (assim pensamos).

2. Vemos que podemos nos re-criar a partir de uma simples tiragem do I Ching.

3. Que poderíamos toma um Hexagrama do I Ching como “nome mágicko” – ou “moto” – por um determinado período com a simples função de realmente compenetrarmo-nos do que saiu no oráculo, isto é , na tiragem, imbuir-nos dela, TORNARMO-NOS ELA.

4. Um muito simples ponto de partida.

5. Mas que conta com a “assessoria” do Transcendente.
O que houve de lá pra cá foi uma mini-explosão. De dados.

6. Como eu já havia avisado ao leitor, as coincidências fazem parte deste processo.
E como fazem. Jung as chamava de “coincidências significativas”. Deu um nome ao fenômeno, “sincronicidade”, e escreveu um pequeno livro a respeito.
Por definição uma “sincronicidade” seriam eventos simultâneos diretamente relacionados onde, entretanto, causa e efeito não podem ser determinados (o leitor entenderá melhor com os exemplos que se seguirão).
Assim como uma tiragem do I Ching, os eventos sincrônicos não podem ser justificados racionalmente.
São misteriosos.

7. Vejam o próprio nascimento de HSU: o propósito era outro, era apenas saber se eu devia ou não parar com a Kaya.
Mas então, dois dias depois, re-criamos em nós o Homem Sincrético Universal, tema da reportagem final de Zenith News 1, de 2007.

E vimos que Homem Sincrético Universal resultava na sigla “H.S.U.”, o que foi uma tremenda surpresa.

Neste processo de investigação, voltamo-nos então, com toda a atenção à tiragem do I Ching.

A força da sincronicidade ( quem foi o causador? – não se sabe) foi o bastante para, neste período, que ainda é dramático, assumirmos o moto ou mote “HSU”, que quer dizer “A Espera (Nutrição)”.

Toda vez que me lembro disso, me acalmo. Portanto, está funcionando.

8.
Mas também sou o “Homem Sincrético Universal”, uma mistura de culturas – e suas substâncias -  tentando encontrar uma fórmula pessoal.

Aqui já temos material, matéria prima para começar um “Inventário”, isto é, uma coleta de material que conterá as primeiras informações sobre “HSU”.

Primeiro, o que temos até agora.

I.
HSU é um Novo Homem que está ligado ao Hexagrama 5, A Espera/Nutrição, do I Ching
 (na Árvore da Vida seria Vênus: “sustentando, preparando” no Liber O! de Aleister Crowley).

II.
HSU é também o Homem Sincrético Universal que saiu no Zenith News 1 a partir de duas matérias, uma da Trip e outra da Época.

Ainda não relemos a matéria do Zenith News, nem encontramos a Trip, que vieram a fazer parte de nossa Matéria-Prima. Lembramos que tem uma DEUSA na capa.

Tudo isto deve ser relido, é “nutrição” para “HSU”.
Mas hoje chegou mais “material”.

III.
Fred Tomaseli, um artista plástico do qual estava me lembrando ontem.
Um artista difícil, mas que muito me interessou.
Creio que ainda tenho a revista Art in America da qual ele foi capa. Hoje de manhã lá estava ele ilustrando a capa de uma Ilustríssima de 12 de Janeiro que eu peguei para ler.

Fred Tomaselli - Penetrators (Penetradores) - Pintura e colagem usando folhas de Marijuana, pílulas, recortes e outros materiais.
A obra que ilustra a capa não é tão deslumbrante quanto outras dele, como a que está acima, mas, enfim, ao abrir o suplemento eu me lembro o nome do rapaz que nos inspirou a criação do “Homem Sincrético Universal” em 2007, afinal era ele o autor da matéria de capa: Sidarta Ribeiro (e não “Buda” como eu -  erroneamente - me lembrava. Sidarta era o nome de Buda antes de atingir a iluminação. Seu significado; “aquele que é determinado em seus objetivos”).

IV
 Assim, este artigo de Sidarta Ribeiro para a Folha de São Paulo também servirá de Nutrição para HSU.


V.
E também a Art in America que tem Tomaseli na capa.
Aqui faz-se um link com a atividade primordial no momento para a “criança” HSU (pintura).
A matéria sobre Fred Tomaseli na A. in A. servirá também de nutrição para HSU.

VI.
E um evento que não pode deixar de ser registrado: a capa da ilustríssima lembrou-me um prospecto de uma exposição de pinturas realizada em 1976 por Eugênio Malta aqui em Juiz de Fora.

Apenas por um milagre acharia este prospecto, mas seria ótimo colocá-lo aqui, pois contém imagens e textos que muito acrescentariam a nosso Inventário ou Matéria Prima de HSU.

VII.
E, finalmente, o que UNE tudo isto: a questão, por um lado, das drogas, e por outro, de Universos – ou Mundos – ou Realidades – em conexão ou interface.


9.
Que é nosso tema. Aqui sob um ponto de vista muito diferente dos que serão apresentados nessas publicações.
Isto nós já sabemos.
Nós aceitamos o transcendente com naturalidade como um grande auxiliar em nossa trajetória, o que não faz parte – ainda – da “realidade” em geral.
Nós chegamos a nomear este “transcendente” como sendo um “Sagrado Anjo Guardião” (seguindo a tradição mágicka), mas dizendo que ele também poderia ser o “Self” de Jung – e, num momento ousado (foi neste blog?): de “a outra metade do Universo”, isto é, de nós mesmos, pois cada um é um Universo. E dissemos que as pessoas chamam a isto de “Deus”.

10.
 O mundo da Folha não chegou a isto. O mundo da Trip, mesmo que bem avançado, não chegou a isto. E a Art in America, ah-ha! Gosto mesmo é das imagens. 

O Zenith News, sim.






11.
Mas é excelente que nosso “estofo” inicial não se restrinja ao universo dos místicos desvairados e outros desacreditados e penetre na mais respeitável “neuro-ciência”, na “psicodelia” – um rótulo que nunca apreciei -  e na distopia que a cada dia o mundo mais se torna.
A idéia é reler o material antigo e ler o novo, isto é o que nós sabemos que temos de fazer, pois continuamos exemplificando ao leitor como se constrói um sentido a partir de qualquer ponto dado.


Amantis.