VG.
1º de Fevereiro de 2014, Sábado, noite,
20:46, horário de
verão.
000.
“Eu tenho meus meios,
mas VC
faz ser tudo isso mais.”
foi o que CANTEI, subindo a escadaria no escuro, com a
métrica de “I Wanna go to the Beach” de Iggy Pop.
00.
confesso que foi um meio de pedir ajuda a meu Anjo para que
eu não errasse os degraus na escada de cimento (com uma garrafa de água numa
mão e um copo de café com leite na outra).
0.
loucura ou não, funcionou.
E cá estamos no escritório para continuar com nossa demonstração,
apresentando agora, digamos, mais oficialmente:
UM EXEMPLO DE SINCRONICIDADE.
[para saber o que é “sincronicidade” ler postagem anterior:
]
Esta “coincidência significativa” ocorreu neste intervalo,
entre a última postagem, que foi feita à tarde, e esta, que está sendo feita à
Noite.
HISTÓRICO:
Eu estava fotografando minhas obras em andamento.
Ao final
desta sequência de fotos encontrei um papelão onde há escritos
importantíssimos, inclusive com uma ilustração, um dos ápices da Festa do
Universo de 2012, e que constitui uma obra de arte poética, ou metafísica
emoldurável na forma de uma obra de arte contemporânea cometida por um artista
que se autodenomina como um “místico desvairado”.
(E ele não está brincando!)
Vamos então às três fotos anteriores ao momento sincrônico.
1. Uma obra em progresso,
pintada por cima de uma pintura de 2012. Tudo o que sobrou da obra anterior foi
aquela cabeça verde, que parece possuir uma casa – ou templo – verde, dentro de
si.
Lembra um “Felix”, figura da próxima imagem,
que é mais simples, não tem uma cabeça pontuda.
Tudo aqui diz respeito ao
elemento Terra, que é verde. A cor terra do fundo também remete ao mesmo.
2. Aqui temos uma imagem de
Felix, uma cabeça estilizada ao máximo, vista de perfil (está em violeta).
Está sendo pintada sobre uma
peça artesanal de couro, já pronta para dependurar. Fala sobre o que é “ser
mineiro”. Felizmente consegui encobrir o texto, que é e amargar, mas acabei por
deixar só uma palavra.
3. Difícil de ler na foto,
mas a palavra é “bravura” (ou “coragem”, ou “OZ”, em hebraico, uma das línguas
a que os místicos ocidentais, desvairados ou não mais recorrem, juntamente ao
latim e ao grego).
Portanto, apesar da Espera a ele sugerida, HSU
se identificou como sendo “um bravo”, isto é, com o elemento fogo (temperamento
“colérico”). Isto está de acordo com seu mapa astral, uma vez que é de Leão.
4. Temos aqui um detalhe desta
obra, ainda sem título.
A pirogravura sobre o couro que
veio na peça foi recoberta de vermelho, com algum relevos de tinta para
acentuar a paisagem.
Trata-se de uma representação
da Pampulha, projeto de Oscar Niemeyer e um dos símbolos maiores de Belo
Horizonte, onde a peça foi comprada.
Nós
cobrimos a gravura de vermelho sem no
entanto encobrir o baixo-relevo da pirogravura.
Niemeyer foi certamente um
bravo.
O vermelho é a cor dos
guerreiros.
E também a cor de Minas Gerais,
não nos esqueçamos.
Na verdade uma representação
explícita do elemento fogo: um triângulo vermelho (que lembra uma chama – tal
como uma pirâmide – a palavra pirâmide vem mesmo de piros, fogo em latim – se me lembro bem).
Uma pirâmide é uma construção
arquitetônica que alude ao elemento fogo.
Ou, sob certo ponto de vista,
ao falo.
Um obelisco é – perdão – uma extensão deste ponto de vista.
Piros (fogo em latim) é o elemento primordial
masculino.
Mas existe um elemento
primordial feminino, que seria a água, um triângulo azul apontado para baixo.
Não sei como é “água” em latim,
mas a fusão de ambos os triângulos daria origem ao Universo, no centro de
ambos, uma figura de seis lados que simbolizaria seu filho, ou o Sol, ou o
Sagrado Anjo Guardião, ou Horus, ou Apolo, ou Cristo.
E enfim estes dois, o masculino
em nós e o feminino em nós se encontram (em nosso interior).
O que acontece?
Uma Grande Explosão (de Amor –
ou de União – ou de Yoga, que quer dizer “união”), a que alguns chamariam, não
sem erro, de “êxtase”.
Continuando nosso Histórico: após tirar estas fotos eu achei o papelão no
atelier (que estava arrumando) e falei:- é agora que te fotografo você direito.
E esta é a foto:
6. Realmente aqui está uma das
coisas mais CLARAS que já escrevi sobre um evento ocorrido no ano 2000 e que
deu origem ao “primeiro novo homem”. Este foi o mais chocante de todos os
nascimentos porque passei de lá pra cá, disparado.
Minha vida antes de 31 de Agosto de 2000 não
interessa muito.
Mas foram muitos anos para dar
alguma “forma” – isto é, por em palavras – o “evento” de 2000.
Aqui eu consegui remontar o
começo do Evento.
E sinto-me no dever de digitar
o que foi escrito neste pedaço de papelão.
E porquê?
Porque, logo após tirada a foto
fomos ver a data em que o texto fora escrito: em primeiro de fevereiro de 2013,
há EXATAMENTE um ano.
Isto é o que poderíamos chamar
de uma sincronicidade.
Um autor que apreciamos, Terence McKenna as chama de
“ressonâncias”, isto é, 2013 “ressonou” (repetiu seu “som”) em 2014.
Ele não estranhava, de maneira
alguma, que o Futuro também se refletisse, ou rebatesse, ou “ressonasse” de
algum modo sobre o passado. Tais eventos seriam obra de algo que ele chamava de
DESÍGNIO TRANSCENDENTE.
(os interessados na riqueza de
termos existentes para definir “Deus” anotem mais essa. é das boas)
De qualquer forma o que temos
aqui é uma nova coincidência significativa e devemos dar atenção a ela, o que
faremos digitando o texto da Obra.
As palavras parecem escritas no
céu.
O que temos no mar abaixo é uma
explosão atômica.
O texto descreve o momento em
que o masculino e o feminino (não um homem e uma mulher) dão um beijo - ou se encontram - no Coração do Ser – ou, por um ponto de vista mais prático, o começo de uma
sequência de êxtases.
“1. O UNIVERSO EXPLODIU.
ÊXTASE.
2. E O UNIVERSO EXPLODIU
NOVAMENTE.
3. O UNIVERSO DESCOBRIU QUE NÃO
MORRERIA SE EXPLODISSE.
E O UNIVERSO EXPLODIU NOVAMENTE.
Amantis, 1º de Fevereiro de
2013, Sexta-feira.”
Pronto, digitados os escritos,
já me sinto menos em débito com este homem de 2013.
Estas sentenças poderiam ser
renumeradas, mas registramos, a princípio, a numeração com que vieram.
Enfim, devo confessar. O que acontece num “êxtase”?
Está nos clássicos de Yoga: um encontro entre duas “metades”, uma que medita e
outra a respeito da qual a primeira parte medita.
Em linguagem corrente, existe o
sujeito que medita e existe o objeto de sua meditação.
O êxtase é alcançado quando
sujeito e objeto tornam-se um só; isto é, quando ocorre o Yoga, a União.
Esta União, frequentemente, é
com “Deus”, pois “Deus” é o objeto de quase toda meditação – embora isto não
seja necessário.
Importa o êxtase, pessoal, vivido
por VC.
Por VoCê, não por mim, nem por
ninguém.
Com isto em mente, amigo leitor, nós continuaremos nossa conversa.
Amantis.





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