terça-feira, 25 de dezembro de 2012
5 - O DIFÍCIL É PARAR.
Nisso, como em muitas outras coisas o Mestre Therion (Aleiter Crowley) estava certo: a primeira grande dificuldade é a extrema resistência que a mente tem à quietude:
"Não existe limite para aquilo que os teólogos chamam de maldade. Somente através de experiência pode o estudante perceber a engenhosidade com que a mente tenta escapar ao controle."
Crowley, Livro Quatro, Parte 2, Magick (Teoria Elementar) abertura: "Treino para Meditação".
E eu acrescento: para ela (a mente, ou eu consciente, sempre em movimento afetivo-mental e frequentemente aflito por isto)... para Ela, a Mente, isto significa quebrar uma preciosa cadeia de pensamentos.
Ora, porque ela faria isto?
Ela precisa primeiro ser convencida de que existe um estado MELHOR do que toda essa agitação.
Este estado, entretanto nada significa para ela, mesmo ela já o conhecendo, uma vez que, neste EXATO momento, a Sra. Mente está em OUTRO estado, muito diferente, que, ao invés de lhe pedir paz, parece pedir-lhe ainda mais movimento, respostas, soluções, ALÍVIO.
Não lhe ocorre que é seu próprio estado o que lhe traz tanta aflição.
Que ela poderia estar no mesmo mundo (a Terra), mas percebendo-o e vivendo-o de uma maneira inteiramente diferente, com muito menos stress, e muito mais alegria.
A chave para isto, TODOS DIZEM, isto não é privilégio de Crowley: É A MEDITAÇÃO.
E o primeiro obstáculo à meditação é a extrema resistência que tem à mente à quietude, à interrupção de uma preciosa cadeia de pensamentos, mesmo que, ao fim, todo este seu laborioso trabalho não seja mais do que um ciclo vicioso.
Amantis, Natal de 2012.
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